

Parque Nacional da Serra dos Órgão (Teresópolis) visto do PNT
Foto: Eduardo Machado

As diversas estradas do Parque permitem visitá-lo a pé, de bicicleta, motocicleta, auto e ônibus. Para conhecer a Estátua do Cristo Redentor e o espetacular mirante do Corcovado, é oferecida a opção do trem, com percurso que se inicia na Estação da Estrada de Ferro Corcovado na Rua Cosme Velho, passa pela Estrada das Paineiras e finda na Estação do Corcovado. Diversas empresas de turismo fazem circuitos no Parque em ônibus e veículos especiais. Também de helicóptero, o Parque pode ser o observado, cumprindo notar, entretanto, que as autoridades aeronáuticas proíbem os vôos rasantes a menos de 300 metros de altura sobre os Parques Nacionais.  Fica no centro da Cidade do Rio de Janeiro, dividindo-a em Zona Norte e Zona Sul. Geograficamente situa-se entre os paralelos de 22055' e 23001' de Sul e os meridianos de 43012' e 43019' de Longitude W. Greenwich, no Centro Meridional do Estado do Rio de Janeiro.  Dada a sua localização dentro de uma capital de pouco mais de 10 milhões de habitantes, o Parque abrangeu três grandes conjuntos divididos pelos eixos rodoviários que hoje permitem fácil e rápido acesso. Fazendo limites com os Bairros de Botafogo, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Grajaú, Vila Isabel, Rio Comprido e Laranjeiras, o Parque pode ser alcançado através de sete acessos principais que correspondem aos seus Portões de Entrada. 1 - Sumaré (Estrada do Sumaré), 2 - Caixa D'água dos Caboclos (Rua Almirante Alexandrino), 3 - Macacos (Estrada Dona Castorina), 4 - Passo de Pedras (Estrada da Vista Chinesa), 5 - Sapucaias (Estrada do Redentor), 6 - Solidão - (Estrada do Açude da Solidão), 7 - Cascatinha (Estrada da Cascatinha). Há que destacar que o conjunto da Pedra da Gávea e Pedra Bonita tem acesso pela Estrada das Canoas e pela Tijuca e que o conjunto da Floresta de Três Rios, tem pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá.  O visitante que quiser circundar todo o Parque Nacional da Tijuca e conhecer seus principais pontos turísticos necessitará, em média, de dois dias. Existe várias opções para o percurso, onde poderão ser conhecidos: o setor Corcovado (Cristo Redentor, Paineiras, Mirante de Dona Marta), em três horas de carro; o setor dos Macacos (Vista Chinesa, Mesa do Imperador, mesa redonda, Curva dos Bonecos) em duas horas de carro; o setor Floresta da Tijuca (Cascatinha, Grutas, Excelsior, Bom Retiro, etc.), em duas horas de carro; o setor Jacarepaguá (Garganta do Mateus, Serra dos Pretos Forros, Represa dos Ciganos), em duas horas de carro. Através de fácil escalada, descortina-se soberbas vistas na Pedra Bonita, Pico do Papagaio e Pico da Tijuca e, com escalada um pouco mais árdua, aprecia-se panorama espetacular na Pedra da Gávea (842 m alt).  Para aqueles que querem escapar das tensões presentes numa grande cidade como o Rio, nada melhor que uma visita ao Parque Nacional. E isto pode conseguido em menos de meia hora. Além dos belíssimos panoramas oferecidos em seus diversos mirantes, consegue-se usufruir o silêncio, a calma, o ar puro, a temperatura amena e o ambiente inspirador da floresta tropical. Piqueniques, excursões, escaladas são algumas das atividades recreacionais permitidas. Graças à situação de acessibilidade franca do Parque o visitante está a poucos minutos do conforto dos hotéis e restaurantes que se multiplicam ao redor do Parque, bem como pode se beneficiar facilmente de todas as diversões que a cidade grande propicia. Por esse motivo, o Parque Nacional da Tijuca e a Cidade do Rio de Janeiro complementam-se, tornando-se desnecessárias maiores instalações dentro do Parque Nacional, o que redunda em maiores ambientes protegidos.  Tudo que existe no Parque pertence à coletividade, pede-se a colaboração do visitante para que não cause danos ou prejuízos ao Parque. Com pouca coisa, muitos estragos podem resultar facilmente. Exemplos: - Quanto à paisagem:
para degradá-la, basta jogar detritos, lixo nas estradas e mirantes, danificar as placas e a sinalização, sujar os locais de piqueniques. Sendo os sons próprios da natureza (animais, vento, quedas d'água, etc.) parte integrante da paisagem que se quer desfrutar, o visitante não deve fazer barulhos, nem usar instrumentos produtor de ruídos que perturbem o ambiente. - Quanto aos Solos:
para estragá-los e poluí-los, basta jogar lixo, detritos, colocar macumbas, arrancar plantas da beira da estrada e barrancos ou usá-los como bota-fora de aterros e demolições. A retirada clandestina de solo vegetal, solo da mata, pedras, saibro, areia, etc., também tráz prejuízos para o patrimônio do Parque. - Quanto às Águas:
para tornar poluídos e repulsivo os riachos, as cascatas e as corredeiras basta jogar lixo e detritos, colocar macumbas próximas às águas, lavar carro tomar banho nos cursos d'água. - Quanto à flora:
para mutilar, empobrecer e extinguir os vegetais, basta cortar galhos e árvores, palmeiras, bambus; extrair orquídeas, samambaias, mudas; tirar flores e frutos e levar "recordações". O uso do fogo é, especialmente, um eficiente e rápido processo de destruir a floresta e exterminar as plantas. Muitas vezes, consegue-se isso graças às velas e oferendas clandestinas acesas para rituais religiosos; outras vezes obtêm-se a mesma imensa destruição, soltando balões de outros pontos da cidade. - Quanto à fauna:
para exterminar, diminuir ou afugentar os animais do Parque, é suficiente caçá-los ou persegui-los sempre que aparecerem. Um excelente meio, para não se conseguir ver nenhum animal no Parque Nacional é ser bastante barulhento e irrequieto. Trazer gatos, cães, cavalos, etc. para dentro do Parque é proibido, mas o desrespeito à proibição pode trazer para a fauna doenças indesejáveis, bem como pode trazer para os animais de estimação, vírus, parasitas ou doenças também indesejáveis. - Quanto aos vizinhos:
não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem. Informações retiradas do folder do IBAMA. |