Parque Nacional da Tijuca

Características Gerais
 
Histórico
 
Como Visitar o Parque






Leitura Recomendada
Bandeira, Carlos Manes – Parque Nacional da Tijuca – São Paulo – Markom Books – 1993

Menezes, Pedro da Cunha e - Novas Trilhas do Rio - Rio de Janeiro - Editora Sestante - 1998

• Lazer e Cultura na Floresta da Tijuca. História, Arte, Religião, Fauna, Flora e Literatura. -Autor: Ana Cristina P. Vieira Fotografias: Marco Terranova - Makron Books, S.P. 2001

Trilhas do Parque Nacional da Tijuca (segunda edição revisada e ampliada) - Autor: Instituto Terra Brasil - 200p, 90 trilhas em 30 mapas, 298 fotos.


Fisiografia
Lado sul do Maciço da Tijuca


Geologia
Setor C
Pedra da Gávea - Pedra Bonita

Tamanho
Parque Nacional da Tijuca
Foto Satélite - EMBRAPA


Flora

Fauna
Tangara seledon

Apreciação Ecológica

Aspectos Notáveis
Cascatinha
Floresta da Tijuca



Busca

Topo da Pedra da Gávea mostrando os 3 setores do Parque Nacional da Tijuca
Foto: Carlos Pérez Gomar




Parques nacionais são porções do território nacional, que devido elevados atributos naturais ou culturais, estão postos sob jurisdição do Governo Federal, garantindo-se assim seu caráter perene, para o bem estar da humanidade.

Em termos gerais, os objetivos dos Parques Nacionais são preservar e conservar, para fins científicos, educativos, estéticos ou recreativos, os patrimônios cultural e natural da Nação.

Ao respeitar-se a evolução natural, dentro de seus limites, fica assegurada a perpetuidade de aspectos superlativos da flora, fauna, geomorfologia, paisagem, água e outros recursos, neles inseridos.

São, ainda, verdadeiros laboratórios vivos para pesquisas que não podem ser efetuadas em outros locais.

Situado no ex-Estado da Guanabara, foi primeiramente chamado de Parque Nacional do Rio de Janeiro. No entanto, essa denominação causava constantes confusões com os Parques Nacionais de ltatiaia e Serra dos Órgãos, que estavam no antigo Estado do Rio de Janeiro.

Por esse motivo e por abranger o Maciço da Tijuca, cujo ponto culminante é o Pico da Tijuca (1021 metros), teve seu nome definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca, em 1967. Tijuca é nome de origem indígena (tupi) e significa brejal, charco, lamaçal, pântano. Recorde-se que esse nome era próprio da Barra e da Lagoa (Tijuca), originariamente.

Ao ocupar esses locais, o carioca estendeu o topônimo para outros lugares como Alto da Boa Vista, Floresta e Estrada da Tijuca. Invadindo a cidade, o uso popular acabou substituindo nomes como Andaraí Pequeno (hoje Bairro da Tijuca), Muda e Usina (hoje, Muda da Tijuca e Usina da Tijuca).

Apresenta-se com relevo montanhoso, abrangendo as Serras de Três Rios, da Carioca e o grupo Pedra da Gávea / Pedra Bonita, desde 80 metros de altitude (ao fundo do Jardim Botânico), até 980 metros (no alto da Serra da Carioca) e 1021 metros (no Pico da Tijuca).

A conseqüência climática, além da atenuação térmica altitudinal e da amenidade devida à vizinhança oceânica é a de se formar um excepcional anteparo colecionador da umidade, resultando em chuvas fortes e demoradas que superam 2.000 mm de precipitação por ano, mais freqüentes de setembro a abril.

Predominam as rochas compostas de gnaiss, com presença eventual de massas graníticas. O imenso maciço se apresenta interrompido por diques de diabásio que sofreram maior desgaste pelo intemperismo, originando gargantas e vales entre as montanhas (como o vale dos Macacos, Mesa do Imperador, o Alto da Boa Vista, a Garganta Mateus, na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, etc.). São numerosos veios de pegmatito.

Possui cerca de 39,51 km², sendo o segundo menor Parque Nacional do Brasil.

Primitivamente todo o Parque esteve coberto por densa cobertura florestal do tipo de Mata Tropical Pluvial. Historicamente, tal floresta foi quase que inteiramente substituída, em razão da retirada de madeira de construção para o Rio, lenha e carvão para consumo de numerosos engenhos de cana-de-açúcar, olarias e fins domésticos, bem como da expansão da lavoura cafeeira em quase toda áreas.

Em seguida, foram plantadas milhares e milhares de mudas de árvores, trazidas das áreas vizinhas (Pedra Branca, Guaratiba, etc.). A partir do século XIX, a Natureza veio retornando a área e hoje temos o Parque quase que totalmente florestal, com uma flora rica e diversificada.

Murici, ipê-amareio, ipê-tabaco, angicos, caixeta-preta, cambuí, urucurana, jequitibá, araribá, cedro, ingá, açoita-cavalo, pau-pereira. cangerana, canelas, camboatá, palmito, brejaúba, samambaiaçus, quaresmeiras, caetés, pacovas, líquens, musgos, etc. são algumas das milhares de espécies vegetais que formam a complexa floresta do Parque.


Há que se distinguir a introdução de flora exótica, hoje aclimatada em sua maioria, como dracenas, bambus, beijos freira, jaqueiras, mangueiras, fruta-pão, jambeiros, jabuticabeiras, cafeeiros, etc.

Como conseqüência da alteração florística pela qual passou, durante os últimos 400 anos, o Parque não apresenta todos os animais que caracterizam sítios similares da encosta atlântica da Serra do Mar. Além disso, cumpre assinalar que sua área esteve entregue à ação, sem controle de caçadores desde a chegada do homem branco em 1550 até, teoricamente, 1961. Data daí a declaração de ilegalidade, a partir da qual tenta-se coibir a ação de caçadores clandestinos.

Ocorrem numerosos insetos, aranhas e outros artrópodes diversos; cobras como caninanas, corais, jararaca, jararacuçus; lagartos como calangos, iguanas, teiús; como saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas, inhambus-chintã; mamíferos como sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, quatis, guaxinins, gatos-do-mato, pacas, ouriços-coendu; caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim, gambás, etc., entre milhares de exemplares de uma fauna que se esconde do visitante ou é noturna.

O principal valor que pode ser considerado inestimável em razão do posicionamento único da área, se refere à possibilidade garantida do desenvolvimento da sucessão vegetal e animal por processos naturais de evolução.

Em outras palavras, o Parque apresenta-se como palco de ação de processos evolutivos naturais, sob os olhos dos homens, inclusive sem interferência humana. Flora e Fauna, em suas linhas gerais, atingem um equilíbrio, instável, mas natural.

São as densas florestas no vale do rio dos Macacos, nas Paineiras, na estrada do Sumaré, bem como a Floresta da Tijuca; os imensos maciços rochosos de Dona Marta, do Corcovado, do Pico da Tijuca, da Pedra Bonita e da Pedra da Gávea; os mirantes de Dona Marta, do Corcovado, de Paineiras, do Andaraí Pequeno, do Passo do Inferno, da Bela Vista, do Excelisior, do Almirante, etc.: a Cascatinha, os riachos de água cristalina correndo por entre pedras lisas sob o dossel das grandes árvores.

A monumental estátua do Cristo Redentor, com 33 metros de altura, feita em concreto armado e revestida com mosaicos de esteatita, foi construída sob subscrição popular. É um dos pontos que simbolizam a própria cidade do Rio de Janeiro, no alto do Corcovado a 710 metros de altitude.

O Parque Nacional da Tijuca é uma opção inigualável para o lazer dos habitantes da cidade que o circunda, além de torná-la única no mundo a possuir no seu núcleo, um Parque Nacional.

 

Horários e ingressos
Horário de funcionamento do Parque:
Todos os dias das 8h as 17 h

Horário de funcionamento do Centro de Visitantes - Floresta da Tijuca:
De terça-feira a domingo das 9h as 17h

Cobrança de ingressos somente para acesso ao Cristo Redentor - Corcovado:
R$ 13,00
Endereço da Floresta da Tijuca e Sede Administrativa:
Estrada da Cascatinha, 850 - Alto da Boa Vista - RJ - Brasil
Tels: (55-21) 2492 2252 / 2492 2253
fiscalização: 2491 1700


conheça a segunda edição do guia
"Trilhas do Parque Nacional da Tijuca"