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| Pedra da Gávea, um impressionante monumento natural de gnaisse com topo de granito subindo à 842 metros acima do nível do mar, é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Conhecida como uma esfigie de histórias contraditórias, ela desperta admiração pela sua imponência e mistério. É um dos pontos extremos do Parque e um de seus mirantes mais espetaculares.
| | | O ecossistema da Pedra da Gávea é característico da Mata Atlântica secundária. Ainda existem resquícios das matas originais nos pontos de difícil acesso. Podemos encontrar árvores de todos os portes e uma floresta exuberante na vertente da Barra. Também encontramos algumas bromélias e orquídea, como a Laelia Lobata, que só é encontradas na Pedra da Gávea. Já a vegetação do topo da montanha está bastante prejudicada pelo próprio usuário . O lixo, o descuido e os incêndios intencionais e os causados pelos balões, vem descaraterizando este lugar tão especial. O lixo atrai animais exóticos, como os ratos, que acabam interferindo com a fauna local. O intenso uso das trilhas tem causado grandes erosões em alguns trechos, prejudicando ainda mais as florestas ao redor. A água é muito escassa nas partes altas, porém, nas bases é possível encontrar pequenas cachoeiras dentro de florestas densas. |


Geologia & erosão
A Pedra da Gávea é o maior monolito a beira mar do planeta, formado por dois tipos de rocha distintas: a base de gnaisse e o topo de granito.
Sua altura, localização próxima ao mar e sem obstáculos a volta, a tornam muito exposta a ação do tempo, sofrendo grandes processos erosivos.
As constantes variações de temperaturas, chuvas e raios vem, ao longo das eras, moldando seus contornos, principalmente no topo. Grandes blocos de pedras já se soltaram ou estão soltos, ameaçando rolarem montanha abaixo.
A perda de praticamente toda a sua cobertura vegetal original tem contribuído para os processos erosivos e o esgotamento das nascentes no topo. O topo e o lado voltado para São Conrado são os mais afetado.
No topo, somente pouquíssimas árvores ainda existem, predominando o capim de fácil combustão. Já na sua vertente voltada para o nascer do sol, leste, uma pequena e exuberante floresta foi sendo destruída por sucessivos incêndios causados por raios, balões e o descuido humano.
Como resultado da destruição da cobertura vegetal, temos desmoronamentos de solo, como aconteceu recentemente, e a soltura de grandes blocos de pedra.
 O Homem e a Pedra Certamente, a Pedra da Gávea vem chamando a atenção do Homem desde seu aparecimento no Rio de Janeiro. Palco de rituais indígenas, lendas esotéricas e históricas, motivo de estudos e longas discussões sobre o que ela é ou não é. Agora, a ciência prova o que ela não é. Mas será mesmo o fim de suas lendas? Quantas vezes nossa ciência provou que algo era ou não era e depois voltou atrás? As lendas e os mistérios sempre vão e devem existir. Hoje, todos os que olham para a montanha, seja por que motivo for, devem perceber que ela está doente. E grande parte da culpa é do Homem. A Pedra da Gávea é um dos locais mais visitados do Rio de Janeiro e isso tem seu preço. Trilhas erodidas, incêndios, disputas inúteis entre seus frequentadores, acidentes e mortes frequentes. Mas tudo tem solução. A principal é a conscientização de que ela é parte de um Parque Nacional, Patrimônio da Humanidade, e que tem seus regulamentos que devem ser respeitados ou debatidos. O Instituto Terra Brasil, o Instituto Pedra da Gávea, a Sociedade de Amigos do Parque Nacional da Tijuca e o Parque Nacional da Tijuca, vêm identificando os problemas e propondo as soluções para, em conjunto com outras organizações, iniciarem a recuperação da Pedra da Gávea. Os problemas - Erosão
- Desmatamento
- Infra-estrutura
- Desrespeito
- Lixo
- incêndios
- excesso de gente
 Trilha do Pescoço | | Trilha Para o Topo - Vertente Barra |
As propostas
- Reflorestamento
- Recuperação e sinalização das trilhas
- Educação ambiental
- Estudo e implantação das necessidades de infra-estrutura
O que já acontece
- Identificação dos problemas
- Propostas de melhoria
- Mapeamento das trilhas e sítios arqueológicos
- Sinalização de trilhas
- Patrulhas para segurança e socorro
- Mutirões de limpeza
- Colocação de caçambas para coleta de lixo
- Instalação de um telefone público no início da trilha
- Instalação de cabos de proteção nos pontos onde haviam acidentes graves
- Redução no número de acidentes
Fotos: Eduardo Lage Santos, Kiarash Ertebati, Carlos Péres Gomar
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