Editorial: Pedra Bonita - Um Laboratório Sem Igual O Parque Nacional da Tijuca, este fantástico patrimônio natural encravado no centro de nossa cidade, é pródigo em problemas de difíceis soluções, e que pressionam de todas as formas seu ecossistema. Na Pedra Bonita não é diferente. A diferença é que lá, numa área que representa 5% do total do Parque, encontramos todos esses problemas reunidos numa área geograficamente isolada do restante do Parque, e numa área da cidade de baixa densidade populacional. A montanha só tem um acesso e é toda ocupada por associações, moradores e exploradores, além de ser um dos principais pólos de atração do Parque. Na Pedra Bonita encontramos desmatamentos, caça, ocupação, moradores, exploradores, prática de esportes e ecoturismo, além de plantações de flores e torres de microondas. Neste pequeno e belo universo de aproximadamente 100 hectares, nós, os posseiros, defendemos nossas idéias e ideais, sempre voltados para a montanha, mas nem sempre a seu favor. Vem aí nosso egoísmo e adoração por ela, fazendo com que cada um de nós defenda suas necessidades. O problema está aí, pois existe uma guerra silenciosa acontecendo lá. Apesar dela, todos podemos andar razoavelmente tranqüilos e cordiais por suas belezas. Mas a montanha que não se recupera. Seus capinzais continuam fortes e nós, se não a atacamos muito, também não a ajudamos. De que vale o famoso Parque Nacional da Tijuca sem a maior floresta urbana do planeta?. Será que ainda é? A Pedra Bonita nos oferece uma oportunidade muito interessante de estudar todos os seus acontecimentos sócios ambientais e buscar e aplicar soluções que a tornem um modelo de recuperação e uso inteligente. Nossa proposta é integrar o máximo possível a sociedade neste trabalho, para que ela possa entender melhor o porque da necessidade de ecossistemas sadios.
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