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Capela Mairynk
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O Resgate de seu Patrimônio (1)
Ana Cristina P. Vieira - Área Cultural do PNT / IBAMA
Há aproximadamente 120 anos, chegaram ao Parque Nacional da Tijuca 7 obras de arte, em ferro fundido. Frutos de período romântico francês, estas obras foram, muito provavelmente, introduzidas no parque, pelo paisagista Auguste Glaziou, durante a gestão do Barão de Escragnolle (1874 1887) à frente da Floresta da Tijuca e Tomás Nogueira da Gama nas Paineiras; ou em sua própria gestão na Floresta em 1888 - 1889.
Dentre essas obras, destaca-se uma em particular, que se torna o foco desta matéria.
Trata-se da Fonte Wallace, que traz em si, várias mensagens, mistério, histórias e estórias para contar.
Esta fonte foi fundida em 1872, no Val d'Osne, Região de Haute-Marnais, França e doadas ao Parque Nacional da Tijuca pelo governo francês.
Seu autor, Charles Lebourg, captando o espírito de sua época, fez representar, através de 4 belas cariátides femininas (estátua usada como coluna de sustentação), algumas virtudes eternas: a Bondade, a Caridade, a Sobriedade e a Simplicidade. Sob um pedestal destacam-se pois, as quatro delicadas estátuas femininas, trajadas em vestes gregas, que sustentam uma cúpula.
Mas onde está a cúpula de nossa Fonte Wallace? Infelizmente, em período ignorado, ou esta cúpula foi roubada, ou talvez nunca tenha existido, no modelo original doado ao Parque. Temos aí nosso mistério!
Como estória, temos uma pitoresca para contar. A fonte originalmente pintada em tom verde, teve ao longo dos anos, várias repinturas em cinza escuro e preto. Contam-nos alguns antigos moradores que, além de ter sido cenário para inúmeras juras de amor de casais apaixonados e até testemunhas de pedidos de casamentos; o Jardim dos Manacás, recanto histórico na Floresta da Tijuca, onde a fonte empresta sua beleza para enriquecer a paisagem, também é conhecido como o Largo das Bonecas Pretas. As bonecas pretas, outras não são que as 4 virtudes representadas na fonte Wallace. É a interpretação popular sobre a obra clássica.
Já como história, além do Jardim dos Manacás ter sido o recanto predileto da Imperatriz se reunir com suas damas e mucamas, quando em visita à Floresta; a Fonte Wallace vem gerando história, ao se tornar objeto de intercâmbio cultural entre Brasil e França.
Vamos retornar ao passado e analisar este dado. A fonte nos foi doada pelo governo francês, no final do século passado. Em 1998, a administração do Parna Tijuca envidou esforços no sentido de restaurar as 7 obras francesas, não só por sua beleza plástica, como também para poder oferecer a seus visitantes o resgate de seu patrimônio histórico. Como a Fonte Wallace precisava recuperar sua cúpula, longas negociações foram realizadas com a Association pour la Sauvegarde et la Promotion du Patrimoine Métallurgique Haut- Marnais, através de sua Presidente, a Sra Elisabeth Robert-Dehault, que confeccionou e gentilmente nos doou uma cópia idêntica à original, que chegou ao Parque em dezembro de 1998. Constatou-se, entretanto, que faltava ainda um aro, espécie de elo de ligação entre a cúpula e o corpo da peça. Novas intermediações se fizeram necessárias e em março de 1999, o item faltante chegou à Floresta.
Finalmente poderemos iniciar um trabalho de restauração nesta e nas demais obras de arte existentes na Floresta, captaneadas pelas obras francesas e especialmente pela Fonte Wallace que, completa e restaurada, poderá voltar a inspirar poesia e romantismo a todos aqueles que a virem.
Caça - Nossa Covardia
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A fauna do Parque não é formada por animais comerciais ou de grande porte que justifiquem seu extermínio. Parece que a caça é apenas um mau hábito. Verdadeiros acampamentos sofisticados estão sendo encontrados em vários locais, revelando uma situação séria .Mais uma vez, ( assim como com a flora ) torna-se necessário uma atenção toda especial para a preservação e proteção do ecossistema do Parque como um todo. Fauna e flora interagem para formar o ambiente que tanto nos atrai para esse privilégio que temos tão dentro da cidade. O desequilíbrio que a caça trás pode ir causando a esterilidade do ambiente. Aquele pequeno animal que tanto o encantou em sua liberdade, pode não estar mais ali na sua próxima visita. Procure a equipe do Parque e saiba como você pode ajudar.
Caçar é Crime.
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