GESTÃO COMPARTILHADA TORNA O PARQUE NACIONAL DA TIJUCA MAIS AGRADÁVEL PARA SEUS USUÁRIOS Em 22 de março deste ano, foi assinado o Convênio de Gestão Compartilhada do Parque Nacional da Tijuca entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o IBAMA. Fruto de quatro anos de negociações, este convênio transformou o PNT em local seguro, limpo e agradável para o lazer da população do Rio de Janeiro. Graças ao convênio, o IBAMA manteve no Parque todos os funcionários, equipamentos e recursos existentes e previstos, enquanto a Prefeitura, por meio de suas diversas Secretarias, Fundações e Empresas públicas vem dispondo de recursos para melhorar cada vez mais a infra-estrutura do Parque Nacional da Tijuca. A soma de esforços permitiu ao Parque lograr expressivos avanços e os resultados já estão sendo sentidos pela população. Algumas dessas melhorias se destacam pela sua importância, como a retirada de aproximadamente 100 toneladas de lixo das trilhas e vias do Parque e a varrição e limpeza diária dos locais de uso público acabaram com o flagelo crônico da sujeira. Somente das trilhas já foram retirados mais de mil sacos de lixo e áreas de difícil acesso, como a encosta do Corcovado e a Pedra da Gávea foram finalmente limpas com a ajuda da COMLURB e da sociedade civil organizada em mutirão. Nesses oito meses de gestão compartilhada muitas metas foram alcançadas. Entre as melhorias podemos citar: - Recapeamento das vias, conserto de grades, a reabertura do Mirante do Excelsior, fechado há qu
- O desassoreamento do Açude da Solidão.
- A recuperação e troca de placas danificadas e a implementação de nova sinalização viária pela CET-RIO.
- As maiores trilhas do Parque foram desobstruídas, recuperadas e sinalizadas com placas direcionais e educativas e tiveram seus atalhos fechados.
- A Guarda Municipal, diariamente presente, garante não só a segurança do usuário como também auxilia os agentes do IBAMA na fiscalização, já tendo desativado 40 pontos de caça. Uma das conseqüências disto foi que os animais silvestres, em especial os quatis, que andavam sumidos das vistas do público, voltaram a passear pelo local, dando um encanto a mais à Floresta.
- Áreas antes relegadas ao esquecimento, como a Pedra da Gávea, a Represa dos Ciganos e a Cachoeira dos Primatas passaram também a miúde a ser visitadas pela Guarda Florestal.
- Outra realização importante foi também a criação do Centro de Referência em Educação Ambiental Prof. Manes Bandeira: a equipe composta por três professoras municipais e uma técnica em Educação Ambiental do IBAMA está, no momento, elaborando seu projeto pedagógico. Espera-se já no ano letivo do ano 2000 ter uma escola por dia visitando o Parque.
Um dos projetos que está em andamento atualmente é a implantação de uma ciclofaixa compartilhada para pedestres, de 7 quilômetros e meio, na Floresta da Tijuca, feita com recursos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com custo em torno de 70 mil reais. O usuário do Parque gostou muito da idéia e já vem utilizando o espaço para caminhar ou andar de bicicleta. O clima de concórdia entre IBAMA e Prefeitura permitiu ainda: - A reforma do Mirante Dona Marta, em parceria com a empresa privada,
- A assinatura do convênio com o Banco Real e a Fundação Roberto Marinho para a reforma do Corcovado,
- O estabelecimento de cooperação técnica com o Parque Nacional da Península do Cabo, na África do Sul
- A criação de uma Sociedade de Amigos do Parque Nacional da Tijuca.
- Recentemente foi assinado também um convênio entre o Instituto Pereira Passos e o Banco do Brasil , que permitirá a implantação de nova sinalização nas Paineiras.
Como se vê, muito já foi feito e muito temos ainda a fazer, como reflorestamento, igual ao realizado na ponta das Andorinhas, limpeza e reforma de monumentos, como aconteceu recentemente com a Fonte Wallace e do patrimônio arquitetônico, como a Capela Mayrink ( que será reformada pela Secretaria Municipal de Obras e já está em processo de licitação) e a recuperação de mirantes e recantos. Equacionar o futuro do Hotel das Paineiras de modo a oferecer mais um ativo turístico para a cidade e viabilizar o tão sonhado Museu Arqueológico da Floresta são apenas dois exemplos das mil tarefas que ainda nos impõem. Com a transformação do PNT em local seguro, limpo, a freqüência aumentou muito:. o PNT é atualmente o Parque Nacional mais visitado do país, com seus 3200 hectares, mais de 150 entradas e cerca de 1000 quilômetros de trilhas, com 25 já sinalizadas. Segundo o estudo realizado pelo ISER ( Instituto Superior de Estudos Religiosos) no ano passado para a elaboração do Plano Estratégico do Parque Nacional da Tijuca, 750 mil pessoas visitam o Corcovado anualmente e um total de 1500 000 pessoas freqüentam o PNT. No estudo o ISER não levou em consideração as vertentes do Jardim Botânico, de Jacarepaguá, do Mirante Dona Marta e da Zona Norte da Cidade. Após a assinatura do convênio de gestão compartilhada, com as melhorias feitas no Parque, principalmente em segurança e limpeza, estima-se que a visitação tenha aumentado para 2 000 000 de visitantes. Os primeiros passos em direção ao futuro do Parque Nacional da Tijuca, já estão sendo dados, tendo o Parque Nacional da Península do Cabo como paradigma. Em outubro uma equipe do PNT visitou o Parque Nacional da Península do Cabo, uma unidade de conservação em tudo semelhante a esta que costumamos chamar de maior floresta urbana do mundo: os dois Parques têm características tão iguais que podem ser considerados irmãos gêmeos. Ambos são situados geograficamente em grande parte nas montanhas, cercados por cidades em constante expansão e enfrentam os mesmos tipos de problemas como caça, queimadas, expansão urbana, devastação, entre outros. Na visita os técnicos do PNT observaram a sinalização e a manutenção das trilhas, o trabalho de Educação Ambiental, o controle da pressão urbana, a preparação do Parque Nacional da Península do Cabo para receber os visitantes e o planejamento da realização de 1000 quilômetros de trilhas para o ecoturismo. Como acontece com o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Nacional da Península do Cabo também é administrado pelo sistema de gestão compartilhada entre o governo federal e o municipal. Os técnicos brasileiros aproveitaram a visita para verificarem como é, na prática, o funcionamento da ampliação de um Parque neste tipo de gestão. Com base nas observações feitas, os técnicos do PNT que integraram a equipe que esteve na África do Sul, estão propondo à Comissão da Gestão Compartilhada do PNT a ampliação do Parque. Pelo estudo seriam anexados ao PNT em primeiro momento a Reserva do Grajaú, o Parque da Cidade e o Parque Lage. A longo prazo a meta é dar ao Rio de Janeiro realmente a maior floresta urbana de todo o planeta. Para isso já está sendo elaborada uma proposta para pedir ajuda financeira a um fundo do Banco Mundial a fim de juntar todas as áreas verdes e unidades de conservação da cidade do Rio de Janeiro, desde Guaratiba até o Pão de Açúcar, em um imenso Parque de cerca de 30 000 hectares. Pedro da Cunha e Menezes Diretor Executivo da Gestão Compartilhada do Parque Nacional da Tijuca |