Estrada com a faixa




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Faixa Compartilhada é o Sucesso do Verão na Floresta da Tijuca


A idéia de implantar uma faixa compartilhada para pedestres e ciclistas dentro da Floresta da Tijuca não é nova: data de 1981, época em que foi elaborado o Plano de Manejo do Parque Nacional da Tijuca. Considerada importante para o conforto e segurança dos usuários da Floresta, a obra nunca pode ser realizada por falta de verbas em outras administrações.

Após a assinatura do convênio de Gestão Compartilhada entre o IBAMA e a Prefeitura do Rio de Janeiro, em março de 1999, fazer a faixa compartilhada foi considerado uma prioridade pelo Diretor Executivo Pedro da Cunha e Menezes. A obra só foi possível graças à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que garantiu os recursos necessários para a implantação da faixa. A obra executada em 70 dias, cobrindo 7 dos 8,5Kms da Floresta da Tijuca.

Para a implantação da faixa, foi necessário mudar o tráfego dentro da Floresta: a pista muito estreita em alguns pontos, tornou inviável o trânsito de veículos em mão dupla o que fez com que a direção do Parque instaurasse a mão única em julho do ano passado, com os veículos entrando pela Praça Afonso Viseu e saindo pelo portão do Açude da Solidão. Para orientar os visitantes, foram instaladas placas e sinalização horizontal nas pistas.

Inaugurada em janeiro, a faixa compartilhada para pedestres e ciclistas já é a grande atração deste verão na Floresta e vem atraindo um número maior de visitantes em busca de ar puro e tranqüilidade para suas caminhadas e passeios ciclísticos. Estima-se que 600 mil pessoas visitem a Floresta da Tijuca todos os anos. Este ano, com o conforto e a segurança da faixa compartilhada, a tendência é que este número aumente cada vez mais.

Mesmo aprovada e usada pela maioria dos freqüentadores da Floresta, a faixa compartilhada nem sempre é respeitada: alguns visitantes teimam em estacionar seus automóveis no local, apesar da proibição. Os infratores têm as placas dos carros anotadas por agentes do PNT e pela Guarda Municipal que envia os números para a CET-RIO, para que os veículos possam ser multados por estacionarem em local proibido, de acordo com o Código Nacional de Trânsito.


Maria Luiza Monteiro da Costa
Assessora de Imprensa do PNT



Adoção de trilhas

O Parque Nacional da Tijuca possui uma extensa e interessante rede de trilhas percorrendo praticamente todo o Parque. São trilhas para todos os gostos, passando por todos os pontos de interesse que existem dentro da Unidade.

Algumas dessas trilhas são bastante usadas e outra grande parte é praticamente desconhecida. Uma forma de superar esta deficiência, foi realizar o mapeamento das trilhas principais para a produção de mapas, folhetos e sua sinalização. Algumas das trilhas já estão prontas para o uso seguro pelo visitante do Parque.

Isso está sendo possível graças a um trabalho de equipe que reuniu técnicos do Instituto Pereira Passos, no mapeamento de campo, programadores visuais do Parque, na elaboração de mapas e folhetos, na confecção das placas pela COMLURB e na adoção de trilhas por instituições ambientalistas e pela União Brasileira de Escoteiros.

A adoção de uma trilha consiste em um convênio firmado entre o Parque e o interessado pela adoção. Ao Parque cabe o apoio técnico, o fornecimento da sinalização e a elaboração do folheto. Ao adotante, a colocação da sinalização, sua manutenção e a da trilha, assim como dos sítios de interesse que por ventura existirem.

Estas parcerias tem viabilizado a implantação de circuitos de trilhas bastante interessantes, além de ser uma forma de convidar pessoas e grupos que tem interesse na revitalização do Parque a participarem desse processo.


©2002 Instituto Terra Brasil
Fotos: Kiarash Ertebati, Carlos Pérez Gomas, Eduardo Lage Santos, Mauro Marques Girão, Marcelo Basilone