Opinião
Eduardo Lage Santos
Instituto Terra Brasil junhlo de 2007
Co-Gestão no Parque Nacional da Tijuca
Com a eleição do Cristo Redentor como uma das 7 maravilhas do mundo, voltam-se as atenções de nossos governantes para este monumento, talvez esquecendo que ele faz parte de um monumento muito maior para a Cidade do Rio de Janeiro que é o Parque Nacional da Tijuca (PNT). A impressão que fica é que é de desconhecimento político geral a importância que esta área, onde se situa o PNT, tem para a cidade pelos serviços ambientais que presta, pelas inúmeras maravilhas cênicas que possui, como área de lazer e educação.
Aproveitando um momento tão favorável, vem Estado e Município reivindicar paternidade do Parque, esquecendo que ambos possuem seus parques em quase total abandono, e que diante disso, fica difícil acreditar que possam cuidar de área, e não um só monumento, tão importante para a Cidade.
Qualquer benefício deve vir para o PNT como um todo e não somente para o Cristo Redentor, que muitos sequer sabem estar dentro do Parque. Os três poderes tem enormes dificuldades, quase todas políticas, de administrar suas reservas naturais, então vale lembrar um bom exemplo já executado no passado no PNT; o da co-gestão entre Governo Federal e Governo Municipal que trouxe excelentes resultados e melhorou em muito o Parque. Acabou por questões políticas pobres.
Que não venha o IBAMA(?) ou o Instituto Chico Mendes(?) (afinal, de quem é o Parque?) entrar na co-gestão apenas com a área e sim com recursos de igual para igual com seus possíveis parceiros e que nossos governantes entendam de vez que nós queremos e precisamos de nossas reservas naturais saudáveis, protegidas e abertas ao público.
E que o carioca se orgulhe de ter não a maior floresta urbana do planeta, mas sim as duas maiores florestas urbanas do planeta; o Parque Nacional da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Branca.
©2007 Instituto Terra Brasil
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