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Pedra Bonita
Setor C do Parque Nacional da Tijuca
Altitude 693 metros

A relação do TERRA BRASIL com a Pedra Bonita vem desde 1989, quando um pequeno grupo de pessoas que já a conhecia muito bem, se uniu para ver o que podíamos fazer pela ‘‘nossa montanha’’.

5/12/1989 - O início do Projeto Pedra Bonita

Nascia o Projeto Pedra Bonita.

Com cerca de 100 hectares de área, sendo que 15 hectares desmatados, a Pedra Bonita concentra nesta pequena área, todos os problemas sócio-ambientais existentes no Parque Nacional da Tijuca, tornando-se, assim, um excelente laboratório para a implantação e execução de projetos e idéias que possam resolver seus problemas e, posteriormente, transferir a experiência para o restante do Parque.

A história da Pedra Bonita está intimamente relacionada com a história colonial do Parque, quando todo o Maciço da Tijuca foi modificado pela ação do homem, com desmatamentos para a criação de fazendas de café e cana-de-açúcar, além da construção de residências particulares.

Visão atual da Pedra Bonita com a Pedra da Gáve ao fundo.

A montanha foi, então, completamente desmatada para que suas matas fossem transformada na lenha que alimentavam os engenhos.

Pelo seu isolamento natural e por não possuir nascentes de água significativas, foi abandonada e não passou por nenhum processo de recuperação até os dias de hoje.

Na foto a direita, de 1967, época da criação do Parque, ainda existiam vários sítios familiares e as áreas desmatadas eram mais extensas.

Com o Projeto Pedra Bonita, o TERRA BRASIL começava a chamar a atenção para esta área belíssima e interessante do Parque, que pelo seu isolamento geográfico, permanecia com uma vida própria que nem sempre lhe trazia benefícios.

Moradores, plantadores de camélias, esportistas e o ecoturismo coexistiam isoladamente uns do outros, cada um tirando seu proveito próprio da área, sem se comunicarem entre si, o que em nada ajudava a montanha.

O Projeto Pedra Bonita, identificando as necessidades do local, convidou técnicos de várias especialidades tanto de universidades como dos órgãos públicos para a criação de uma proposta que pudesse estabelecer uma relação mais harmoniosa entre os diversos elementos sócio-ambientais existentes.

Sendo que a principal reivindicação do TERRA BRASIL, era o reflorestamento dos 15 hectares de capim, já que esta área desmatada constantemente pegava fogo e ameaçava o ecossistema que tentava se restabelecer.


Problemas

Lixo, falta de informação, acidentes na estrada de acesso, desmonte de carros, torres de telecomunicações sem função, obras irregulares, falta de sinalização, ocupação de cavernas, caça, desmatamentos e incêndios.


Com o apoio da Administração do Parque, as soluções sugeridas foram sendo implantadas e formou-se uma nova mentalidade, unindo todos os usuários num trabalho de melhoria das condições da Pedra Bonita.

Mas alguns problemas ainda existem e vão sendo solucionados aos poucos. O principal obstáculo é a falta de recursos financeiros, mesmo sendo o Parque auto-suficiente neste aspecto.

Com a falta de recursos, as soluções para os problemas acabam dependendo de trabalhos voluntários.

Algumas das necessidades foram resolvidas, também, através de parcerias com outros grupos. Assim foram feita a sinalização das trilhas, a limpeza da estrada de acesso e da área da rampa de decolagem, a construção de banheiros e o controle de acesso.

Em Abril de 2000, foi iniciado o reflorestamento através do Projeto Mutirão Reflorestamento, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com a participação das comunidades do entorno, com o plantio de 35 000 árvores de espécies nativas da Mata Atlântica.

Soluções

As soluções vieram com tempo. A conscientização do universo de usuários sobre o status de Parque Nacional e dos problemas que se acumulavam, forçaram uma mudança de atitude por parte de todos. A comunidade buscou soluções próprias, recebeu apoio do Terra Brasil e do Parque, houve parcerias com universidades. Programas de educação ambiental e ecoturismo educativo foram implantados, soluções para o lixo, o reflorestamento, o controle da estrada de acesso, a sinalização das trilhas principais e a retirada das torres de telecomunicações. Além disso, mutirões de limpeza e conservação foram realizados com o apoio de todos que participam da Pedra Bonita, o mapeamento das trilhas realizado em conjunto com o 21 Grupo Escoteiro e palestras e demonstrações sobre prevenção a incêndios florestais com o apoio do Corpo de Bombeiros.

Mapeamento das trilhas e sítios arqueológicos

O INSTITUTO TERRA BRASIL e o 21 GRUPO ESCOTEIRO MONTEIRO LOBATO realizaram nos meses de julho e agosto de 1998, o levantamento da malha principal de trilhas da Pedra Bonita.

A Pedra Bonita possui 2 malhas de trilhas, 2 malhas de vias de escaladas e uma estrada de acesso. A malha de trilhas principal, a levantada neste trabalho, é a mais usada pelos frequentadores da área. É composta por 6 trilhas e uma estrada de acesso..

A malha principal percorre toda a área da Pedra Bonita, dando acesso, principalmente, aos mirantes.

Foram levantados:

  • Caminho da Pedra Bonita:..1000 metros (estrada de acesso)
  • Trilha da Pedra Bonita:.......1340 metros
  • Trilha do Chapecó:...............320 metros
  • Trilha do Escorrega:.............530 metros
  • Trilha da Agulhinha:.............345 metros
  • Trilha da Gávea:................1020 metros
  • Trilha da Rampa:...................70 metros
  • Total Levantado:...............5125 metros

A malha secundária é mais usada por pessoas com intimidade com o local. É formada por trilhas que partem da malha principal e levam a várias partes da Pedra Bonita, inclusive aos sítios arqueológicos, grutas e fontes de água.

Não é recomendado o uso da malha secundária pelo visitante, pois ela é composta de trilhas com bifurcações não sinalizadas, levando a locais de ecossistema frágeis. Porém, esta malha, percorrida com um guia, permite passeios muito interessantes.

A malha de vias de escalada se divide em duas: uma nos paredões da Agulhinha, a mais frequentada; e a do topo da Pedra Bonita, muito pouco usada.

Os sítios arqueológicos conhecidos foram identificados provisoriamente em mapa para posterior levantamento.

Objetivos
  • Reconhecimento da malha principal de trilhas
  • Mapeamento da malha de trilhas
  • Identificação de todas as ocorrências físicas
  • Mapeamento dos sítios arqueológicos

Justificativa

A Pedra Bonita possui uma malha de trilhas diferente do restante do Parque. Quase todas as trilhas levam à mirantes com paisagens espetaculares e de acesso fácil. Este trabalho abre caminho para a elaboração de um Plano de Recuperação e Uso das Trilhas visando um melhor aproveitamento deste patrimônio.

Metodologia
  • O trabalho de levantamento foi realizado
    seguindo o modelo de Cadastro de Trilhas fornecido
    pelo Parque.

  • O mapeamento foi realizado usando mapa do IPLAN-RIO
    como base para a colocação das trilhas.

  • Os equipamentos usados foram: barbante, cordas e trenas
    para as medições de metragem; bússolas, GPS,
    inclinômetro; material de registro idealizado
    e produzido pelo grupo de trabalho.

Localização dos sítios arqueológicos

1- Sistema de captação e armazenamento de água da Universidade Cândido Mendes.
2- Ruína de casa de alvenaria.
3- Sistema de captação e armazenamento de água para casas.
4- Antigo caminho de pedra oculto pela floresta.
5- Muro de pedra, ao lado da estrada ,oculto pela floresta.
6- Antigo caminho de pedra para a parte de trás e o topo da Pedra Bonita.
7- Casa de pau-a-pique e plantação de camélias.
8- Pracinha elevada com muro de pedras.
9- Rampa de decolagem do vôo livre.
10 - Sítio de moradores.
11- Muro de pedras. Antigo local de plantio.
12- Ruína de casa de pedras oculta pela floresta.
13- Ruína de casa de pedras oculta pela floresta.
14- Acampamento de caça.
15- Plantação de camélias, azaléias e frutas. Antigos tanques de pedras para armazenamento de água para irrigação.
16- Casa de pau-a-pique e antigos tanques de pedras.
17- Ruína de casa de pedras do tempo colonial.
18- Casa de alvenaria habitada. Área com cisternas de concreto e sistemas de captação de concreto e sistemas de canalização de água na rocha e plantações.
19- Pequena plantação de camélias.
20- Muros de pedras semi-enterrados.
21- Vestígios de sistemas de transporte de água.
22- Restos de um antigo muro de pedras ou de uma casa.

Galeria de fotos

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