 Paineira Prof. André Micaldas Corrêa Espécie: Chorisia speciosa St. Hil., Família: Bombacaceae. Descrição: árvore que pode atingir 30 metros de altura, com tronco de 80 a 120 cm de diâmetro, sendo coberto por acúleos, principalmente, próximo à base. As folhas são digitadas com 6-12 cm de comprimento e 2-6cm de largura. As flores são rosa-claro ou rosa-escuro com salpicos roxos com 15 cm de diâmetro. Os frutos com 15-20 cm, são verdes inicialmente, ficando negros com o tempo, quando então se abrem e deixam sair as fibras vegetais brancas que realizam a dispersão das sementes, com 6mm, mediante a ação do vento. É semidecídua, heliófita e seletiva higrófita. Habitat e distribuição geográfica: Originária do Brasil, pode ser encontrada do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná na floresta latifoliada semidecídua tanto em matas primárias como secundárias. Reprodução: pode florescer em março a maio com a árvore quase ou totalmente despida de folhas. Os frutos amadurecem de agosto a setembro com a árvore sem folhas, nem flores. Utilidades: a paina foi muito utilizada no enchimento de travesseiros e colchões. A árvore é muito ornamental sendo bastante empregada no paisagismo. Também é utilizada em recuperação de áreas degradadas. Obs.: a Família Bombacaceae K. Schum. é composta de árvores de grande porte, com tronco muito desenvolvido, às vezes engrossados na base, em função do acúmulo de água. Compreende aproximadamente 225 espécies distribuídas nas regiões tropicais do Mundo. No Brasil ocorrem cerca de 100 espécies. As espécies brasileiras conhecidas são: Pachira aquatica Aubl., a munguba, utilizada na arborização de ruas, Ceiba petandra (L.) Gaertn, a sumaúma, maior árvore brasileira, da Amazônia, com até 65 metros, de cuja casca algumas tribos indígenas fabricam canoas e Cavallinesia arborea K. Schum., a barriguda, comum no nordeste, sobretudo na caatinga, com tronco grande, desproporcional a copa e de frutificação ornamental. Uma espécie exótica encontrada no Rio de Janeiro é Adansonia digitata L., o baobá africano, com o tronco com alguns metros de circunferência, tanto no Campo de Santana como no Passeio Público. Bibliografia: Barroso, G. M.. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP, 1978, Volume 1, 255 p.. Lorenzi, H.. Árvores Brasileiras - Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992, 368 p.. |