 Jequitibá-vermelho . Autor do artigo: Prof. André Micaldas Corrêa, Biólogo, Guia de Turismo Especializado em Atrativos Naturais e Diretor de Ecoturismo do SINDEGTUR/RJ. Espécie: Cariniana estrellensis Kuntze Família: Lecythidaceae Lindl Descrição: árvore de altura de 35 a 45 m, com tronco de 90 a 120 cm de diâmetro ou mais. As folhas são simples, de 6 a 12 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura. As flores alvas tem de 5 a 6 mm. Os frutos são pixídios de 7 a 11 cm. As sementes são aladas. É semidecídua no inverno, heliófita, seletiva higrófita, característica da floresta clímax. A folhagem nova que surge após o inverno é avermelhada o que explica seu nome popular. Habitat e distribuição geográfica: Encontrado no Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul nas florestas pluvial atlântica e subtropical. Aparece ainda no interior do Brasil até o Pantanal. Reprodução: Floresce entre os meses de outubro e dezembro junto com o surgimento da nova folhagem. Os frutos amadurecem entre julho e setembro com planta totalmente despida de folhagem. As sementes aladas são dispersas pelo vento e germinam de 15 a 20 dias. Tempo de vida: pode chegar a 500 anos ou mais. Utilidades: A árvore possui qualidades ornamentais, sendo recomendado para o paisagismo de parques e grandes jardins. É planta indispensável nos reflorestamentos heterogêneos. Relações ecológicas: suas sementes são avidamente consumidas por macacos. Curiosidades: o nome do gênero é uma homenagem ao príncipe Eugen von Savoyen-Carignan, que protegeu os exploradores europeus, nas suas viagens ao Brasil. A Família Lecythidaceae Lindl compreende árvores cujo fruto em geral é um pixídio, com paredes duras, com sementes aladas ou não. É composta de cerca de 24 gêneros restritos às regiões tropicais de todo o mundo e são especialmente abundantes nas matas tropicais das Américas. No Brasil ocorrem 13 gêneros e 150 espécies, presentes sobretudo na região norte do país. Algumas espécies conhecidas além da citada acima são Bertholletia excelsa H.B.K. (castanha-do-pará), Coroupita guianensis Aubl. (abricó-de-macaco), Lecythis pisonis Camb. (sapucaia). Situação: Sua utilização predatória e os desmatamentos tem ameaçado essa espécie, tendo desaparecido de inúmeras regiões. Plantas vendidas a beira de estrada (bromélias, orquídeas e outras) em geral são resultantes de extrativismo. Certifique-se antes da compra se existe o cultivo das espécies comercializadas pela presença de mudas produzidas em estufas. A compra induz a venda e a coleta e contribui para a destruição da natureza. Ao observar a venda ilegal de plantas extraídas da natureza procure comunicar aos mesmos telefones listados acima. Bibliografia BARROSO, G. M.. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP, 1978, Volume 1, 255 p.. LORENZI, H.. Árvores Brasileiras - Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992, 368 p.. |