 | Aves do Parque Nacional da Tijuca - 1 | Parque Nacional da Tijuca, um refúgio da natureza carioca Esta lista das aves encontradas no Parque Nacional da Tijuca tem por objetivo demonstrar a diversidade biológica que um ecossistema refeito pelo homem é capaz de abrigar. Tomando por base apenas as aves, os animais mais facilmente vistos no parque, podemos constatar a riqueza da fauna abrigada por esse refúgio que é a maior floresta urbana preservada do mundo. É uma grande lição para todos nós que hoje vemos o meio ambiente perdendo espaço para o progresso de cidades e indústrias, sendo poluído e explorado irracionalmente, que a Floresta da Tijuca, um reflorestamento iniciado no século XIX, resista até nossos dias, para a felicidade dos cariocas e de todos que visitam a cidade do Rio de Janeiro. Descobrimos na Floresta da Tijuca que a natureza encontra seu caminho para se refazer das agressões humanas e com a ajuda do tempo e das pessoas que entendem sua importância, volta a nos brindar com toda a beleza e riqueza que um dia destruímos. Na floresta, hoje em dia, podemos ver a maior parte dos grupos de aves característicos da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. É verdade que alguns tipos de aves, que provavelmente existiram nas matas desta região antes da derrubada para a exploração agrícola, nunca voltaram a existir; mas também é verdade que a Floresta da Tijuca ajuda a preservar espécies endêmicas da Mata Atlântica. Esta preservação é importante, uma vez que as unidades de conservação que preservam este ambiente no Estado do Rio de Janeiro são em quantidade muito menor que a ideal. Imagine que originalmente todo o estado era uma imensa mata interrompida por poucos enclaves de outros biótopos. Este trabalho não tem a pretensão do rigor científico. Ele é fruto de simples observações de campo iniciadas em 1984. Não foram utilizados métodos como coleta de espécies, captura das mesmas em redes ou fotografias; apenas a observação visual com auxílio de binóculos, a audição e algumas vezes, a gravação das vocalizações para auxiliar a identificação. Não foram considerados nesta lista os registros relatados em literatura, já que os poucos existentes que relacionam espécies que não encontramos em nossas observações ou são de espécies que aparecem ocasionalmente durante migrações (vagantes) ou espécies que foram extintas no parque ao longo dos anos pela caça ou destruição de um ambiente específico. Dessa forma, a lista retrata um conjunto de espécies que podem ser vistas no parque na sua condição atual. A probabilidade de encontrarmos estas espécies está determinada pela classificação “residente raro”, “residente incomum”, “residente comum”, “visitante de inverno”, “visitante de verão” e “vagantes”. As espécies introduzidas são comuns em ambientes alterados ou adjacentes ao parque, como o Jardim Botânico e a Praça Afonso Viseu. Os diferentes biótopos existentes no parque estão definidos, assim como uma divisão geográfica dos limites do mesmo. Com essas informações, o auxílio de um livro de identificação das espécies, discos com gravações das vocalizações, um bom binóculo e muita paciência, qualquer pessoa pode encontrar no parque as aves aqui relacionadas . Qualquer um que seja sensibilizado pela beleza do colorido de uma saíra ou um tangará, pela exótica aparência de um tucano ou uma juruva , pela musicalidade do canto de um sabiá una, um pitiguari ou até mesmo de uma simples cambaxirra vai despertar também para uma consciência ecológica que não só diz respeito à utilidade do meio ambiente para a qualidade de vida do homem, mas também à questão muito maior que é a do amor que todo ser humano deve ter pela natureza. Ricardo Gagliardi |